FANDOM


Por Thayssl Parte da continuidade de Bloodstream.

Naquela manhã Adalind acorda de sobressalto. Batidas fortes e seguidas na porta de seu quarto fizeram-na pular da cama.

— Adalind! Acorde de uma vez. Todos já estão na sala de estar e seu irmão está lhe esperando. — Ela arregala os olhos e destrava o celular. Eram mais de 12:00 pm.

Adalind corre para o banheiro, despindo-se. Toma uma bela ducha fria para finalmente acordar e veste suas roupas casuais que consistiam em uma blusa regata azul claro e shorts jeans. Arruma seu cabelo da maneira que pode e para de frente ao espelho. As marcas ficavam extremamente visíveis naquela roupa e a cor da blusa destacava o dourado dos seus olhos. Os cabelos eram de um ruivo suave, decorrente da mistura do vermelho da mãe e do loiro ouro do pai. Ela possuía um pouco de sardas também o que, de acordo com a mãe, era um charme clássico.

— Adalind, sai dai de uma vez! — Ela escuta a voz de Will impaciente. Suspira forte e abre a porta dando de cara com os cabelos extremamente loiros e revoltados de Will. Diferente de Adalind, seus olhos eram verdes como uma esmeralda. Ele era alguns centímetros mais alto do que ela e também mais velho alguns minutos. E agora parecia bem irritado.

— Não sei porque ficou me esperando, eu sei que você está louco para ver George. — Comenta enquanto caminha pelos longos corredores do Instituto. Will sorri de lado.

— Eu? Louco para ver meu melhor amigo que não vejo a uns quatro anos? De onde você tirou isso? — Ela da risada do seu sarcasmo e soca seu braço.

— Não imaginei que eles fossem chegar ao mesmo tempo e tão cedo.

— Parece que a tia Isabelle e o tio Simon estavam hospedados na casa de Magnus e tio Alec desde ontem. Por isso chegaram juntos. Mamãe e papai estão eufóricos. — Seu irmão responde. Seus pais, desde que eles nasceram, falam constantemente sobre seus tios e eles tiveram presença ativa em suas vidas até o fim da suas infâncias. Tio Alec era parabatai de seu pai e tio Simon da sua mãe. Todos eles possuíam laços muito mais fortes do que o próprio sangue e a garota admirava profundamente isto.

Começaram a descer as escadas e continuaram a conversar besteiras. Decidiram contar para o pai durante o almoço sobre o problema com o vampiro na madrugada de ontem. Afinal Magnus estaria lá e ele já viveu muitas décadas. Pode facilmente saber de algo que eles não sabiam.

Quando pisam no ultimo degrau todos na sala de estar viram suas atenções para eles. Magnus estava deslumbrantemente brilhante. Seus cabelos tinham mechas azuis e ele parecia olha-los com interesse. Alec estava ao seu lado com um casaco preto e calça jeans. Ele sorri para eles com entusiamo. Sentado próximo aos dois estava um garoto de aparentemente dezenove anos, esguio e de cabelos castanhos claros. Ele estava concentrado na sua leitura e não notou sua chegada. Adalind mantém seu olhar fixo nele até que é agarrada e quase derrubada por uma morena gigante.

— Adalind! Como você está alta e bonita! Uma linda mulher! — Isabelle lhe abraça com força. Ela retribui seu abraço com felicidade. Sempre amara fortemente sua tia Isabelle por conta de seu gênio forte e senso de diversão.

— Vai com calma ou vai acabar dividindo a menina em dois. — Comenta Simon lhe abraçando também. Ela se recordava de ter passado muitas horas seguidas assistindo filmes e animes com ele na infância.

— Senti tanta falta de vocês dois! — Will se aproxima e os abraça também.

— Vocês dois possuem a mesma beleza irritante do Jace. — Comenta Isabelle. Eles gargalham.

— Espero que não possuam o mesmo senso de humor dele também. — Simon diz. Seu pai revira os olhos e senta no sofá ignorando ele completamente.

— Sinto muito em acabar com a sua alegria, mas nesse quesito meu irmão é idêntico ao papai. — Simon toca o próprio coração fingindo-se de horrorizado.

— George eu te proíbo de se tornar parabatai deste jovem. Está me escutando? — Grita Simon para um ponto atrás de Adalind. Ela se vira e se depara com um rapaz alto e muito moreno. Seus cabelos eram de um castanho claro, seus olhos eram azuis e sua pele bronzeada. Ele tinha o corpo típico de um Caçador de sombras e caminhava com graça. Rapidamente Adalind o reconheceu como George. Ele lembrava bastante Simon apesar de que seu jeito de se movimentar fosse totalmente Isabelle. William caminha mais rápido e abraça George com força dando diversos tapinhas em suas costas. Adalind não consegue se impedir de sorrir, imediatamente feliz por seu irmão estar feliz. Ela lhe deixa ter seu momento com George e caminha até Magnus e Alec.

— Pensei que não iríamos ter nossa vez. — Magnus se levanta em um salto e lhe abraça. Ele cheirava a flores exóticas e vida. Ele era maravilhoso. — Da ultima vez que te vi podia levantá-la até o céu.

— Da ultima vez em que te vi seus cabelos estavam ligeiramente mais negros. — Ele pisca para ela e se afasta para que ela possa chegar até Alec. Ele era alto e muito bonito, apesar de já está em seus quarenta e oito anos. Quando ela lhe abraça, seu cheiro lhe lembrava casa e aconchego. Ele alisa seus cabelos e seus olhos azuis trazem uma tranquilidade absurda para sua alma. Ela o amava profundamente.

— Queria ter te visto crescer. Sinto que perdi a parte mais divertida. — Ele suspira. Adalind nega com a cabeça.

— A parte mais divertida é agora. — Ela lhe oferece seu melhor sorriso pretensioso. Ele cerra os olhos e sorri também. E só então que ela nota que o mesmo garoto de antes está agora de pé e lhe encarando. Ela conhecia aqueles traços e sabia que ele estava glamurado.

— Max. — É tudo que Adalind diz. Ele ergue a sobrancelha, visivelmente surpreso por ela lembrar-se dele. Adalind pisca algumas vezes e oferece sua mão para um aperto. Ele aceita.

— Adalind. — Sua voz soa rouca e tranquila. Apesar de ter sido adotado por Magnus e Alec ele incrivelmente possuia muito dos dois. Seus olhos eram muito azuis e indecifráveis.

— Vocês vão ficar no Instituto? — Ela pergunta para Max. Ele solta sua mão que fica rapidamente mais fria sem seu toque e assente.

— Meus pais desejam ficar próximos da família. Passamos muito tempo viajando. — Ela concorda. Era ótimo ter todos em casa. O Instituto de Nova York não era tão movimentado quanto pensavam e era bom ter outras pessoas de sua faixa etária para conversar além de Will.

— Isso é bom. — Diz sem saber ao certo o que falar a seguir. Max senta subitamente e respira fundo. Ele parecia cansado e por alguns segundos é possível ver um pouco de sua pele azul aparecer. Usar o glamour por tanto tempo parecia consumir muito de sua magia.

— Você está bem? — Adalind pergunta. Ele entorta a boca e torna a ler seu livro. Ela entende de imediato que ele não desejava conversar mais.

— Adalind! Vem aqui. — Will grita do outro lado da sala. Adalind caminha rapidamente em direção a ele e vê George ao seu lado. Ele estava escorado na parede de maneira largada, porém elegante. — Vocês já se conhecem então...

— Faz um bom tempo George. — Ele sorri e, para sua surpresa, lhe abraça. Seu abraço era tão caloroso que lhe fazia sentir como se estivesse agarrando o sol. Adalind passa seus braços ao redor de sua cintura enquanto ele massageia seus cabelos. George lhe afasta rapidamente e olha para Will envergonhado. William franze o cenho, mas logo em seguida sorri.

— George não me recebeu de uma maneira tão carinhosa. Assim eu vou ficar com ciúmes cara. — Ele bate fraco no peito de George que revida. Eles iniciam uma pequena batalha e Adalind apenas observa sorrindo internamente. Era impressionante a maneira como George fazia bem ao seu irmão.

— Que tal todos irmos comer agora? Podemos conversar mais depois. — Sua mãe diz animada. Ela segurava um pano e tinha Simon ao seu lado que parecia estar louco para contar diversas novidades.

[...]

Adalind senta como sempre de frente para Will e coloca o que queria em seu prato. A mesa hoje estava cheia e todos conversavam animadamente. Alec contava sobre sua viagem a Itália e Magnus confiscava o livro de Max. Ele cochicha algo no ouvido dele o que faz com que Max proteste baixo.

— Adalind. — Will sussurra.

— Diga. — Ela sussurra de volta. Ele aponta para o pai. Adalind franze o cenho, mas logo em seguida lembra o que deveria fazer. — Pai, poderia falar algo com o senhor? É muito importante. — Seu pai lhe olha com uma expressão interrogativa, mas lhe incentiva a continuar. — Ontem Will me pediu para cuidar de uns vampiros que estavam causando tumultos em um bar. Eu consegui controlar a situação, mas a maneira de agir dos vampiros estava muito fora do comum.

— Prossiga filha. — Todos na mesa pareciam ter parado para ouvir o que ela tinha a dizer.

— Primeiro os vampiros não fugiram quando me viram. Eles tiveram medo, mas não recuaram. Eu tive que matar três deles. Interroguei um deles que relatou que haviam se alimentado de alguns mundanos na saída de uma boate e que após isto ficaram... "Agitados".

— Os vampiros estavam agindo de maneira inconsequente? — Magnus rodou os anéis em seus dedos como se lembrasse de algo desagradável. — Já vivenciei algo deste tipo há muito anos.

— Devemos encarar isto como uma ameaça real? — Pergunta Jace, já assumindo seu papel como chefe do Instituto.

— O certo é que corte imediatamente o mal pela raiz. Em 1977 o Hotel Dumort entrou em decadência exatamente por causa disto. — Magnus faz uma pequena pausa. — Os vampiros estavam bebendo sangue de mundanos drogados. A droga que vinha no sangue os deixava doentes e sem controle.

— Então você acha que estes vampiros encontrados por minha filha estavam sobe efeito de drogas? — Ele afirma lentamente.

— Tenho certeza. Devemos impedir que os vampiros consumam esse tipo de sangue e alertar a Lily sobre isto. Ela provavelmente conseguirá cuidar disto.

— Farei uma ligação para Lily assim que terminarmos de comer. Podemos marcar uma reunião aqui no Instituto. — Alec sugere. — Por hora bom trabalho Adalind.

— Ela é minha filha. Claro que seria uma caçadora de sombras fantástica. — Seu pai pisca para ela o que lhe faz sorrir.

— Você não poderia perder este comentário não é Jace?! — Alec sorri para seu pai que retribui com uma piscada de olho.

[...]

Caminhar pelas ruas do Brooklyn era sempre uma tarefa agradável de se cumprir. Adalind costumava rondar o perímetro junto do seu irmão para checar se tudo estava em paz. Hoje ela estava sozinha e não foi porque Will se negou a ir com ela, muito pelo contrário ele insistiu em ir, mas ela resolveu que ele precisava passar um tempo com George. Já era noite e as ruas estavam quase desertas então ela subiu em um primeiro andar e observou a cidade de cima. As luzes dos carros atravessando a ponte do Brooklyn trazia a sensação de tranquilidade que seu estilo de vida não proporcionava. Adalind olha para baixo e nota uma jovem caminhar sozinha pela calçada. Ela aparentava ter por volta da mesma idade que a Herondale e digitava em seu celular displicentemente enquanto dançava ao som de sua música. A garota passa por um beco e Adalind vê mãos com garras puxarem ela. A caçadora arregala seus olhos em surpresa e começa a correr por cima dos telhados, pulando de casa em casa em direção ao beco.

Quando chega ao local a menina está chorando e a pele de seu braço está arranhada. Ela estava em estado de choque e não conseguia gritar. Adalind salta do telhado e cai com suavidade em frente a garota que parece acordar um pouco de seu transe e se arrasta para trás. Adalind encara a criatura, que agora reconhece ser um demônio ravener, e saca sua lâmina serafim. O demônio abre sua boca em formato de tentáculos e avança ao seu encontro. Ela desvia, segura-se em uma escada de incêndio e da impulso para cair por cima do demônio. Enterra sua lâmina até o cabo nas costas do demônio que se torna cinzas. Ela respira fundo e passa a mão em seus cabelos, repreendendo-se mentalmente por não ter verificado os becos. Vira-se e percebe que a menina está com os olhos fechados e muito pálida no chão. Seu ferimento ainda expelia sangue e no momento esta era sua única preocupação.

Adalind rasga um pedaço de sua blusa e usa para estancar o sangue. Verifica sua pulsação e ainda bate apesar de estar fraco. Ela ergue a garota em seus braços e começa a carrega-la em direção ao Instituto. "Agora seria uma boa hora para Will estar comigo", pensou. A garota não era muito pesada, mas levá-la lhe atrasava consideravelmente. O Instituto não era tão longe de onde estava então conseguiria chegar rápido o suficiente. Abre os portões com dificuldade e o silêncio era completo no local. Todos dormiam e aquilo só aumentava mais seu desespero. "Se eu acordar meus pais ou tios eles com certeza brigarão comigo por trazer uma mundana para o coração do Instituto. Will poderia me ajudar ele manteria segredo." Sobe as escadas depressa e bate devagar na porta do quarto do seu irmão.

— Will, por favor! — Fala em desespero. Não há resposta então põe a mão na maçaneta e gira. O quarto estava vazio, apenas as coisas de George estavam jogadas na cama extra. Adalind respira fundo e se força a pensar. A mundana respirava com dificuldade e seu corpo parecia cada vez mais gelado em seus braços. Sai do quarto, fechando a porta em seguida e entra no seu próprio quarto deitando a garota na cama. Caminha pelo corredor e para em frente a porta de um quarto. Hesita por alguns segundos sem conseguir acreditar que estava fazendo isto e bate duas vezes. A porta se abre e Max aparece. Ele usava uma calça de moletom e uma camisa regata e a escuridão do quarto lhe impedia de dizer se ele estava glamurado ou não. Ele pisca algumas vezes confuso por lhe ver tão tarde.

— Eu não estaria aqui se não precisasse muito.

— Aconteceu alguma coisa? — Ele pergunta. Seu tom de voz parecia curioso. Adalind vê uma pequena luz acesa ao lado de sua cama e deduz que ele estava lendo.

— Venha comigo. Por favor. — Diz e começa a caminhar de volta para seu quarto. Ela para ao lado da cama e Max aparece ao seu lado encarando a menina quase morta em sua cama. — Ela sofreu um ferimento de um demônio ravener. Consegue remover o veneno?

— Sim. — Ele retira o pedaço de blusa do ferimento e o examina com cuidado. — Vá até meu quarto, abra a primeira gaveta e pegue tudo que eu disser. — Ele lhe diz o nome de algumas ervas e ela corre para buscar. Quando retorna ao quarto ele já está de joelhos ao lado da menina segurando seu braço com força. Adalind lhe entrega as ervas e ele as esmaga em um pote com calma e coloca por cima do ferimento. Max coloca suas mãos em cima das ervas e fecha os olhos. A palma de sua mão toma uma coloração roxa e a garota começa a se mexer em agonia.

— Adalind feche a porta e segura-a. Não deixe que ela faça barulho. — Ela faz o que ele pede e a segura na cama. Max estava concentrado em sua tarefa e sua pele contra a luz do seu abajur parecia cada vez mais azul. Seus cabelos também se tornavam azulados e algo pontudo começava a aparecer no meio de seus cabelos. Aquela era sua marca demoníaca. E ela achava fantástico.

A garota se movimenta cada vez menos ficando mais calma. Seu corpo não estava mais frio e sua respiração aos poucos se normalizava. Adalind solta seus braços e suspira de alívio. Max abre os olhos e cai sentado parecendo exausto. A caçadora corre em sua direção e toca seus ombros. Isto parece assustá-lo e ele segura suas mãos tirando-as de si. Ela lhe encara sem entender o porque de seu ato.

— Manter o glamour te deixa exausto. — Observa. Ele desvia o olhar e se encosta a parede fechando os olhos por um tempo. Adalind levanta, desistindo de tentar conversar, e começa a retirar sua roupa de combate e suas armas. Joga tudo no chão e entra no banheiro para vestir algo mais confortável. Toma um banho para retirar todo o sangue de demônio que havia ficado e coloca suas roupas largas de dormir. Quando volta para o quarto surpreendo-se com a presença de Max ainda lá. Ele olhava para sua estante recheada de livros com interesse.

— Percebi que você gosta muito de ler. — Max lhe olha como se não tivesse notado sua presença antes e lhe examina da cabeça aos pés. Por algum motivo, seu olhar lhe deixava sem jeito então resolve sentar-se na beirada da cama e pegar sua estela. Começa a desenhar uma runa de estamina em seu antebraço esquerdo com cuidado. Quando termina percebe que Max ainda lhe observava.

— Está desenhando uma runa de estamina? Achei que só desenhasse em momento de batalha. — Adalind sorri e guarda sua estela.

— Posso desenhar mesmo se não for uma necessidade imediata. Quando eu precisar do poder ela me proporcionará. — Ela para por um tempo, verificando se ele ainda prestava atenção — Você já leu o códex?

— Meu pai me ensinou tudo sobre os caçadores de sombras quando eu era mais novo. Ele insistiu em me manter por dentro de toda a cultura apesar de eu ser um feiticeiro. — Max se mexeu um pouco e sorriu sem alegria. — Meus pais me adotaram, me deram um lar e mesmo assim eu não consigo retribuir tudo que eles fizeram por mim. É um pouco frustrante.

— Eles são seus pais Max. Nossos pais nos amam pelo o que nós somos e não por querer algo em troca.

— É fácil para você falar. Você nasceu de pais caçadores de sombras, você é uma caçadora de sombras. Seu irmão também é e seus avós também. Eu sou um feiticeiro, um ser do submundo. Minha marca do demônio é ser azul e ter chifres. Sou imortal. Um dia será apenas eu e meu papa. Terei que conviver com a falta do meu pai Alec. Toda vida que ele sai em missão eu fico apreensivo. — Ele fala sem parar. Nunca havia tido uma conversa tão longa com Max em toda a sua vida. Ela senta-se ao seu lado e respira fundo.

— Eu sou uma caçadora de sombras. Toda vez que saio de casa estou apreensiva. Eu posso morrer em combate. Posso ver meu irmão morrer, meus pais podem morrer em missão. Nesta vida que eu levo é muito comum morrer jovem demais. Estou constantemente temendo pela vida dos meus entes queridos. — Ele lhe encara franzindo o cenho. — Minha vida é tudo menos fácil, mas mesmo assim eu consigo ser feliz. Sou feliz por ter uma família grande e amorosa. Sou feliz por ter um irmão gêmeo como Willia que sempre me ajuda, me apoia e me levanta quando eu estou triste demais. Temos que ser felizes e gratos por tudo que nos acontece, por menor que a coisa seja.

— É uma teoria interessante Adalind Céline Herondale. — Adalind arqueia suas sobrancelhas, surpresa por ele saber seu nome completo. Ele apenas sorri de lado e volta a fechar os olhos. — O glamour realmente suga muito da minha energia e a magia de cura que eu utilizei nesta garota me zerou completamente. Não consigo levantar.

— Não estava planejando mandá-lo embora. — Logo após dizer isto, acaba se arrependendo do que disse. Tinha certeza de que estava corada então esconde seu rosto com as mãos. — Não vai perguntar como eu consegui uma garota com um arranhão de demônio?

— Como aconteceu não importa. O importante é que você conseguiu salvá-la. Acredito que este seja seu trabalho como caçadora de sombras, certo? Matar demônios, proteger os humanos. — Aquilo lhe fez sorrir.

— Sim.

Conversaram um pouco sobre alguns livros que gostavam e então ela percebeu que Max não era uma pessoa tão difícil assim. Para ela, Max era apenas um garoto que se sentia constantemente perturbado por sua própria existência. Tudo que ele precisava era de alguém que lhe mostrasse que a vida era muito mais do que a divisão de caçadores de sombras e seres do submundo. Alguém que mostrasse para ele que sua aparência não fazia diferença alguma.

Foi pensando nisto que ela acabou adormecendo.

Notas do Autor

  • Obrigado por ler até aqui e até a próxima!